HomeDicas e NotíciasCoronavírus (COVID-19): O que é pico epidêmico e quando o Brasil deverá atingi-lo?
Publicado em: 14 de maio de 2020
Coronavírus (COVID-19): O que é pico epidêmico e quando o Brasil deverá atingi-lo?
O início de 2020 foi marcado pela disseminação do coronavírus (COVID-19) por todo o mundo. Com sua alta taxa de contágio e as consequências graves que seus sintomas podem causar, as autoridades perceberam que, próximo ao atingir o pico epidêmico, poderia haver um colapso nos sistemas de saúde, tendo assim mais pacientes do que recursos disponíveis para atendê-los.
Mas o que é esse pico epidêmico? Quando ocorrerá e o que tem sido feito para amenizar o colapso?! Respondemos essas questões a seguir.
É quando o número de pessoas infectadas atinge o seu máximo. A partir de então, a curva de crescimento de casos começa a se estabilizar e posteriormente diminuir.
Colapso dos sistemas de saúde
A importância de controlar a doença está, principalmente, vinculada a evitar o colapso nos sistemas de saúde. Países que tiveram uma grande adesão ao isolamento social antes que o problema se tornasse grave, foram os que obtiveram os melhores resultados no enfrentamento da doença, onde, mesmo durante o pico epidêmico, o número de infectados foi inferior ao que o sistema de saúde poderia comportar.
Pico epidêmico COVID-19 (foto reprodução G1)
Enfrentamento da crise
Os resultados de um bom enfrentamento de crise estão diretamente relacionados a fatores como rapidez e boa administração das autoridades na implementação de medidas preventivas, adesão da população ao distanciamento, densidade demográfica, já que cidades com grande número de pessoas por metro quadrado tendem a ter um maior número de casos, como foi, por exemplo, em Nova York, nos Estados Unidos, e qualidade dos sistemas de saúde.
Cálculo do pico epidêmico
O crescimento da doença ao redor do mundo ocorre de forma rápida e exponencial, ou seja, as pessoas infectadas se multiplicam a cada dia, criando, assim, uma curva acentuada do número de casos. Essa informação fica mais clara ao analisar que tivemos sessenta e sete dias para o alcance de 100 mil casos, porém apenas onze para atingir 200 mil e quatro dias para atingir 300 mil. Isso ocorre pois, um infectado pode transmitir para duas, três ou mais pessoas a doença.
E para calcular quando atingiremos o número mais alto de infectados, para que então os casos comecem a se estabilizar e reduzir, os especialistas usam as seguintes informações:
população total da região;
número de casos confirmados;
novos casos diários;
número de pessoas no grupo de risco;
número de pessoas expostas ao vírus;
número de pessoas que podem ser transmissoras;
pessoas imunes ao vírus;
pessoas que foram infectadas, mas se recuperaram;
tempo entre a infecção e os primeiros sintomas;
período que o infectado pode transmitir a doença.
Além disso, também é levado em consideração as medidas que cada local tem adotado, ou não, para conter a doença.
Quando o Brasil atingirá o pico?
É difícil calcular com precisão quando ocorrerá, pois os números são relativos em cada estado, como também as medidas adotadas para contenção da disseminação. Especialistas acreditam que será até o fim de junho e estudos apontam para o Ceará como sendo, provavelmente, o primeiro estado a atingir o pico epidêmico.
O que acontece depois do pico?
Após o ápice, o número de casos começa a reduzir e a partir de então, cada autoridade local determina a flexibilização das medidas de isolamento. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um relaxamento gradual, que pode levar meses, para que evite um retorno do crescimento do número de casos, a ponto de que seja necessária a volta da quarentena. A cidade de Jilin, no nordeste da China, reimpôs o confinamento temendo uma segunda onda de Covid-19, após um novo aumento do número de casos no local.
Países que já tiveram o pico epidêmico incluem: Itália, Espanha e China
Países com maiores números de casos até agora (14 de maio): Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Espanha, Itália, Brasil e França.
Países que lidaram bem com a crise: Nova Zelândia, Costa Rica e Coreia do Sul
Número de casos COVID-19 (foto reprodução OMS)
Com base nessas informações, fica claro que a adesão ao isolamento determina como a crise será enfrentada. Quanto mais pessoas respeitarem a medida, menor será o número de infectados e consequentemente mais rapidamente a situação se estabilizará.
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