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Publicado em: 23 de outubro de 2020


Poliomielite: O que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção

A poliomielite, ou paralisia infantil, como também é conhecida, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2, 3), que pode infectar adultos e crianças através da via fecal-oral (contato direto com secreções infectadas) e provocar a paralisia.

O vírus da poliomielite geralmente começa a se multiplicar na garganta ou intestino, local por onde costuma penetrar no organismo. A partir de então, ele avança para a corrente sanguínea, podendo atingir o cérebro. No momento em que a infecção atinge o sistema nervoso, ela elimina os neurônios motores e inicia uma paralisia flácida em um dos membros inferiores. E caso esta mesma infecção venha atingir células dos centros nervosos, responsáveis por controlar os músculos da deglutição e respiração, a doença pode ser fatal.

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Sintomas da poliomielite

O período de incubação do vírus causador da pólio varia de 5 a 35 dias, porém com mais frequência entre 7 e 14 dias. Todavia, em sua grande maioria, a infecção pode não apresentar sintomas aparentes, mas não quer dizer que a transmissão não esteja acontecendo, pois ao eliminar as fezes, ela pode contaminar os alimentos e a água.

Os sintomas podem variar de acordo com o grau do quadro infeccioso. Geralmente, nas formas em que não há paralisia, os sinais mais comuns são:

  • febre;
  • mal-estar;
  • dores de cabeça;
  • de garganta e no corpo;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • constipação;
  • espasmos;
  • rigidez na nuca;
  • meningite.

Já quando temos o quadro de paralisia, em que a infecção atingiu as células dos neurônios motores, além dos sintomas acima, é possível que haja uma flacidez muscular, que normalmente afeta algum dos membros inferiores.

Tratamento para poliomielite

Assim como outras diversas infecções virais, não existe um tratamento específico para tratar a poliomielite, mas cuidados que tornam-se imprescindíveis para o controle das complicações da infecção e redução da mortalidade. Dentre os cuidados temos:

  1. Tratamento sintomático da febre, dor e de problemas intestinais e urinários;
  2. Repouso total, principalmente nos primeiros dias, para redução da probabilidade de paralisia;
  3. Mudar o paciente de posição frequentemente na cama, que deverá ter um colchão firme para apoiar a cabeça e os pés;
  4. Cuidado hospitalar em casos de alteração respiratória ou paralisia;
  5. Acompanhamento fisioterápico e ortopédico.

Medidas de prevenção:

  • Viver em um ambiente com saneamento básico e estar atento às medidas e práticas de higiene são de grande ajuda para conter a transmissão do vírus da poliomielite;
  • Ter atenção quanto à qualidade da água consumida e alimentos preparados;
  • Lavar sempre as mãos, principalmente antes de preparar e comer as refeições, e após o uso do banheiro;
  • Estimular as crianças a ter pequenas práticas de higiene (beber água filtrada, verificar objetos antes de colocá-los na boca, lavar as mãos etc).
Poliomielite: O que é, causas, sintomas, tratamento e prevenção
Quadro da poliomielite no Brasil (reprodução: Ministério da Saúde)

Prevenção – Importância da vacina

No ano de 1994, as Américas se declararam livres da pólio, sendo a primeira região a se ver livre da doença. Já o Brasil, recebeu seu certificado no mesmo ano, devido a uma campanha de vacinação em massa no período. Por isso a importância de ter a caderneta de vacinação em dia. Não acredite em fake news que dizem que a vacina é prejudicial, pois para uma grande maioria de doenças, principalmente as que afetam crianças, ela é a principal arma de imunização.

Portanto, até que a poliomielite e outras doenças virais sejam erradicadas do mundo, existe o risco de que um país ou mesmo região seja acometida por uma pandemia, tal como vivemos hoje com a COVID-19, que ainda possui vacinas em testes.

Em relação à pólio, existem duas vacinas em circulação: a VPO-Sabin, ou vacina da gotinha, que pertence ao Calendário Nacional de Vacinação, e que deve ser aplicada aos 2, 4, 6, 15 meses de idade e até os 5 anos (contemplando doses anuais de reforço). Já a outra é a vacina VIP ou Salk, com administração via intramuscular. Este tipo é indicado para pessoas expostas, que sofram de baixa imunidade, ou que precisam viajar para regiões que ainda tenham o vírus em circulação.

Cuide de sua saúde e da de quem você ama. Não deixe de vacinar seu filho ou filha contra a pólio. Cada um fazendo a sua parte, é assim que venceremos a poliomielite.

 

Fonte: Ministério da Saúde

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