Amamentação: dicas e cuidados sobre como amamentar
Agosto é o mês dourado, simbolizando o incentivo à amamentação, prática de grande importância para o desenvolvimento dos bebês. A cor faz referência aos momentos de ouro e a qualidade do leite materno. Em razão desta data tão importante, nesse texto abordaremos sobre a importância desse ato, cuidados, dificuldades e as principais dúvidas sobre o assunto.
A importância do leite materno para o bebê
O leite materno contém proteínas, carboidratos, lipídios, enzimas, anticorpos, substâncias antimicrobianas e anti-inflamatórias, essenciais para o desenvolvimento do recém-nascido. Ele também contribui para a redução das chances do bebê contrair algumas doenças: como alergias, diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade, até mesmo durante a vida adulta.
Dados do Ministério da Saúde indicam uma diminuição de 13% da mortalidade de crianças de até 5 anos. Além disso, o ato é importante para criar um maior vínculo entre a mãe e o bebê, assim como um melhor desenvolvimento cognitivo e da cavidade bucal.
A importância da amamentação para mãe
Amamentar reduz as chances da mulher desenvolver diversas complicações, dentre elas, podemos citar a anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e ovário, depressão e hemorragia pós-parto. Além disso, ele é positivo pois aumenta a autoestima, ajuda o útero voltar ao tamanho normal e acelera a perda de peso.
Fases do leite
Logo após o parto, a mulher produz o colostro, um leite mais viscoso, rico em proteínas e anticorpos e com menor quantidade de gordura. Aproximadamente, no sexto dia, passa ser um leite de transição, havendo uma redução das proteínas e aumento da gordura.
No estágio final do desenvolvimento do leite, também conhecido como leite maduro, ele oferece uma combinação ideal de água, proteínas, carboidratos, lipídios, sais minerais e vitaminas. É importante ressaltar que a concentração de determinados nutrientes variam durante a mamada, por isso que é necessário ir até o final.
Amamentar dói?
Dentre as maiores reclamações das mulheres durante o início da amamentação estão as rachaduras no bico do peito e a mastite. Por outro lado, sentir dor excessiva, assim como a formação de machucados, não é algo normal, e o indicado é uma intervenção médica.
Emagrecer amamentando. É possível?
De certo que esta é uma ótima notícia para muitas mamães. Sim, amamentar emagrece! Isso acontece, pois o corpo tende a gastar bastante energia, o que consequentemente favorece na perda de alguns quilos. No entanto, se não houver uma alimentação balanceada, de nada irá adiantar contar apenas com a amamentação para perder os quilos extras.
Participação paterna
Com intuito de incentivar o envolvimento paterno e auxílio do pai durante a amamentação, o Ministério da Saúde apresentou um documento que informa tanto os homens quanto as empresas sobre a importância da presença do pai no pós parto, incentivando a licença-paternidade estendida.
Para recorrer a este benefício, o pai tem que comprovar participação durante o pré natal e realizar o curso “Pai Presente – cuidado e compromisso”, disponível no AVASUS (Ambiente Virtual de Aprendizagem do SUS).
Algumas dicas para os pais são:
se informe sobre a importância da amamentação;
esteja presente durante todo o tempo, desde antes do nascimento do bebê;
se notar algo incomum, leve a mãe a um banco de leite ou unidade de saúde;
se ocupe mais das responsabilidades da casa, para que a mulher possa se dedicar à amamentação;
seja o responsável por funções como banho, fralda e colocar o bebê para arrotar.
Pode se automedicar durante a amamentação?
A automedicação não é muito recomendada, principalmente em casos de pós-parto, pois pode acarretar em efeitos colaterais severos. Neste caso, é essencial ir a um médico e informá-lo sobre as medicações antes de ingeri-las.
Grande parte das medicações não apresentam problemas, porém a avaliação de um profissional da saúde é muito importante para evitar complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.
Quem amamenta pode fazer tatuagem?
Nunca houve algo que comprovasse que a tinta da tatuagem pudesse passar através do leito materno, então, em teoria, não existe um problema real nisso. Todavia, este é um procedimento com um certo risco para contrair doenças infecciosas. O correto é de fato esperar o término da fase de aleitamento materno para fazer a tatoo.
Mas, é importante deixar claro que, durante a gravidez, dar início a uma nova tatuagem não é muito recomendado devido a uma alteração contínua na pele feminina durante o período. Na gestação, a mulher pode desenvolver quadros alérgicos, além de poder ter alterações na própria tatuagem por causa da hiperpigmentação da pele, ocasionando cicatrizes e até mesmo queloides.
Quem amamenta pode pintar o cabelo?
A recomendação é de que as mamães evitem pintar os cabelos durante a amamentação, assim como estarem longe de alisamentos e afins, pois, geralmente, nesses processos há uma utilização de produtos químicos que podem afetar a saúde do bebê e da própria mãe. Nem mesmo a utilização da henna é recomendada, dizem os especialistas. O bebê deve apenas sentir o cheiro da mãe durante a amamentação e não de tinturas e produtos químicos.
E além dos fatores citados, no pós parto acontece também o eflúvio telógeno, um aumento gradativo na queda capilar. Normalmente não existe a necessidade de tratamento para isso, pois os fios voltarão a crescer mais pra frente, por isso também é bom ficar longe de químicas, pois elas podem prejudicar este processo de normalização.
Tipo de parto influencia na amamentação?
Pode influenciar. Os médicos acreditam que com o parto natural o bebê está mais preparado, enquanto na cesárea agendada, não necessariamente. Mesmo assim, isso não indica que o recém nascido terá problemas, mas que talvez precise de mais tempo.
Leite escasso
Muitas coisas podem influenciar na quantidade de leite, desde o nervosismo até cirurgias anteriores à gravidez, preocupando muitas mães. Porém, não existe leite fraco ou em pouca quantidade, o que ocorre em alguns casos, é um desequilíbrio quando o bebê não suga de forma adequada.
Quando o ducto mamário esvazia, o corpo produz mais, por isso é necessário ensinar o recém-nascido a mamar de forma correta, e isso pode ser feito com algumas manobras como apoio do queixo para fortalecer a musculatura e abocanhar totalmente a auréola.
Existem casos de famílias que se preocupam excessivamente com enxoval, decoração do quarto, brindes e acabam esquecendo de se informar a respeito dos cuidados durante e no pós-gestação. Pedir ajuda de enfermeiras e frequentar cursos abordando temas como cuidados básicos, deixa a situação menos assustadora.
Por outro lado, há casos em que a informação é escassa podendo levar a uma rotina não indicada, em que as famílias cometem erros. Em situações assim, pode ser indicado um consultor de amamentação ou um especialista em aleitamento materno.
E vale lembrar que é sempre importante atualizar com o máximo de informação, através de fontes confiáveis, seja por livros, sites reconhecidos ou profissionais, além de contar com o apoio do pai e dos outros membros da família. Dessa forma, os problemas são minimizados e esses momentos tornam-se muito mais agradáveis.
Fonte: Ministério da Saúde/Pais & Filhos/Revista Crescer
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